TODO
EM - TO - DA - PAR - TE
PARTIDA.
NA IDA
PERDIDA
LAÇADA
DESPE-SE
DESPEDAÇADA
DESPEDIDA
FUGA! IMEDIATA!
segunda-feira, 2 de março de 2009
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Nós
Da infinita reta
Distância concreta entre 2 pontos
Fragmento
Espaço no tempo, recorte apontado
2 pontas
que agora se encontram, entrelaçam
Se apertam.
Insuficiente, meio se soltam
Retomam o traçado, num novo enlace
Se juntam, se separam
Agora apertado
Parecendo seguro, sufocam.
Entremeadas no espaço, duas pontas se olham
Repetição, encadeamento
série de movimentos.
A reta se esvai.
Pedaços truncados, nódulos.
A união circular, a reta, o trajeto só se retomam no desatar
Por hora, impedida por nós.
PS: Para o André, pela grande sacada!
Distância concreta entre 2 pontos
Fragmento
Espaço no tempo, recorte apontado
2 pontas
que agora se encontram, entrelaçam
Se apertam.
Insuficiente, meio se soltam
Retomam o traçado, num novo enlace
Se juntam, se separam
Agora apertado
Parecendo seguro, sufocam.
Entremeadas no espaço, duas pontas se olham
Repetição, encadeamento
série de movimentos.
A reta se esvai.
Pedaços truncados, nódulos.
A união circular, a reta, o trajeto só se retomam no desatar
Por hora, impedida por nós.
PS: Para o André, pela grande sacada!
Trorion
Durante muito tempo acreditei que não sonhava. Concreta, fria era assim que me sentia quando ouvia dizerem: ... SEM SONHOS, A VIDA NÃO TEM SENTIDO...
Achava esse discurso etéreo demais, quase metafísico. Como posso me sustentar em efemeridades, fantasias, idéias fugazes e fazer delas meu norteador?
Sabia-me cheia de novos sentidos, uma usina contínua deles, algo devia ter de muito errado aí... Delírio? Patologia? Déficit?
Percebi que mais do que sonhar, executo projetos, sonhos com propósitos, metas que saem da planta e vão se materializando por mim, em obra intensa, mas, sem pressa
Mais que sonhar acordada, prefiro acordar, diariamente, para a vida.
Achava esse discurso etéreo demais, quase metafísico. Como posso me sustentar em efemeridades, fantasias, idéias fugazes e fazer delas meu norteador?
Sabia-me cheia de novos sentidos, uma usina contínua deles, algo devia ter de muito errado aí... Delírio? Patologia? Déficit?
Percebi que mais do que sonhar, executo projetos, sonhos com propósitos, metas que saem da planta e vão se materializando por mim, em obra intensa, mas, sem pressa
Mais que sonhar acordada, prefiro acordar, diariamente, para a vida.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Didática
Nossa lógica capitalista nos subjetiva nas relações da mesma forma, então, quando digo que TENHO um namorado/marido/filho é a lógica de consumo e posse que passa a imperar sobre isso.
E como todo objeto que se consome, ele vai se tornando gasto, velho, vamos enjoando dele, por isso a separação e, muitas vezes, a traição sempre acontece, de alguma forma. É retroalimentar.
A partir daí, também acho que se o outro É MEU, ele tem que ser aquilo que quero, e não a essência do que ele é, o que incorre em ciúmes, obrigações.
Logo, o sentimento se vai, e vem as regras. E, onde há regra, vamos mesmo burlar.
Para dar conta disso, criamos umas "mentirinhas" lindas, mas perversas, como o amor incondicional materno e o amor romântico, que, aprisiona quem sente e gera a inadequação e a patologia para quem percebe que é irreal; mantém a sociedade de consumo funcionando com os cidadãos de bem.
Por isso, quero algo, sem patente, sem regra, mas, que de fato seja a essência do que tem que ser, do tempo que der conta de poder e querer ficar.
É isso.
PS: é mera coincidência, mas bem a propósito, a postagem no Valentine´s Day!
E como todo objeto que se consome, ele vai se tornando gasto, velho, vamos enjoando dele, por isso a separação e, muitas vezes, a traição sempre acontece, de alguma forma. É retroalimentar.
A partir daí, também acho que se o outro É MEU, ele tem que ser aquilo que quero, e não a essência do que ele é, o que incorre em ciúmes, obrigações.
Logo, o sentimento se vai, e vem as regras. E, onde há regra, vamos mesmo burlar.
Para dar conta disso, criamos umas "mentirinhas" lindas, mas perversas, como o amor incondicional materno e o amor romântico, que, aprisiona quem sente e gera a inadequação e a patologia para quem percebe que é irreal; mantém a sociedade de consumo funcionando com os cidadãos de bem.
Por isso, quero algo, sem patente, sem regra, mas, que de fato seja a essência do que tem que ser, do tempo que der conta de poder e querer ficar.
É isso.
PS: é mera coincidência, mas bem a propósito, a postagem no Valentine´s Day!
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
É nóis!
Que eu gosto de rap não é novidade. Qualquer pessoa que conviva comigo um dia, acaba percebendo, seja por dizer mesmo, seja por expressões, gírias, enfim, é algo que incorporei porque faz sentido, gosto da batida, gosto das letras.
Acredito no movimento.Penso que as ondas de violência que temos hoje seriam maiores e mais impactantes caso o movimento HIP HOP não tivesse emergido.
Ele trouxe a voz calada das ruas, dos guetos, a (re) construção de uma identidade negra, mas, também pobre, trouxe a possibilidade de subjetivação para além dos centro urbanos, para além do padrão Globo de qualidade. A subjetivação da margem, da periferia, o que a gente não vê quando desliga a TV.
A fala entrecortada pelos sons dos scratchs que destoam do encadeamento, mas complementam, a crônica da vida dura, concreta que ganha ritmo, cadência sem simbolismos ou metáforas; as imagens distorcidas , mas carregadas de cores dos grafites, de signos muitas vezes não codificados que somos obrigados a nos confrontar nos muros das ruas. Não querem nos olhar, mas a montanha veio e está aqui.
O movimento dos B-Boys que emprestam seu corpo para malabarismos, diriam uns, contorcionismos, diriam outros, mas que trazem em sua dança a marca da diferença.
A diferença do molejo, do ritmo, da habilidade que se tem que desenvolver ao longo da vida de privações, vida de renúncias, vida de exclusões.
Peça licença e entre na roda, mas ali dá sim para saber quem é quem. É como se, através do movimento, nos dissessem: É, mas isso vocês não fazem, e se fizerem não é como nós!
Nós que utilizamos as imagens, fomos engolidos pela cinestesia da dança, a visibilidade dos grafites, o som abafado que não se barra nos carros escuros.
Só para contrariar as estatísticas da ciência das elites, fizeram melhor! Sem maldade...
Acredito no movimento.Penso que as ondas de violência que temos hoje seriam maiores e mais impactantes caso o movimento HIP HOP não tivesse emergido.
Ele trouxe a voz calada das ruas, dos guetos, a (re) construção de uma identidade negra, mas, também pobre, trouxe a possibilidade de subjetivação para além dos centro urbanos, para além do padrão Globo de qualidade. A subjetivação da margem, da periferia, o que a gente não vê quando desliga a TV.
A fala entrecortada pelos sons dos scratchs que destoam do encadeamento, mas complementam, a crônica da vida dura, concreta que ganha ritmo, cadência sem simbolismos ou metáforas; as imagens distorcidas , mas carregadas de cores dos grafites, de signos muitas vezes não codificados que somos obrigados a nos confrontar nos muros das ruas. Não querem nos olhar, mas a montanha veio e está aqui.
O movimento dos B-Boys que emprestam seu corpo para malabarismos, diriam uns, contorcionismos, diriam outros, mas que trazem em sua dança a marca da diferença.
A diferença do molejo, do ritmo, da habilidade que se tem que desenvolver ao longo da vida de privações, vida de renúncias, vida de exclusões.
Peça licença e entre na roda, mas ali dá sim para saber quem é quem. É como se, através do movimento, nos dissessem: É, mas isso vocês não fazem, e se fizerem não é como nós!
Nós que utilizamos as imagens, fomos engolidos pela cinestesia da dança, a visibilidade dos grafites, o som abafado que não se barra nos carros escuros.
Só para contrariar as estatísticas da ciência das elites, fizeram melhor! Sem maldade...
sábado, 3 de janeiro de 2009
Você tem sede de quê?
Qdo me faltam palavras, ó vcs aí! Obrigadíssima! Já começo o ano evitando a fadiga.
Na sacada do prédio Marcelino provocava inveja. Verde, vistoso, tão equilibrado em sua beleza que parecia o mesmo desde que chegou ali. Marcelino era uma xaxim de plástico e tinha um selo “Made in China” logo abaixo do seu vaso.
Margarida, que sofria pela falta de água, aos prantos reclamou: “Você não tem raízes, Marcelino!”. O polímero sintético respondeu: “Não possuo, mas tenho meus próprios sintomas”.
Margarida engasgou, ensaiou algumas palavras, gaguejou e, por fim, desistiu de dizer alguma coisa. Marcelino sorriu e entregou para a vizinha o cartão de um terapeuta.
(Alex)
Na sacada do prédio Marcelino provocava inveja. Verde, vistoso, tão equilibrado em sua beleza que parecia o mesmo desde que chegou ali. Marcelino era uma xaxim de plástico e tinha um selo “Made in China” logo abaixo do seu vaso.
Margarida, que sofria pela falta de água, aos prantos reclamou: “Você não tem raízes, Marcelino!”. O polímero sintético respondeu: “Não possuo, mas tenho meus próprios sintomas”.
Margarida engasgou, ensaiou algumas palavras, gaguejou e, por fim, desistiu de dizer alguma coisa. Marcelino sorriu e entregou para a vizinha o cartão de um terapeuta.
(Alex)
